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segunda-feira, maio 17, 2010

Anjos.



Querido amigo,



É totalmente ridícula a maneira como eu passo as noites olhando para o teto do meu quarto escuro, esperando você entrar pela janela dizendo que vai voltar pra sempre ou que pelo menos veio salvar minha vida de algum perigo de novo. Deve saber que eu não ficaria tão impressionada, mas ficaria feliz só por vê-lo. Eu gosto de vê-lo. Gosto de te ver indignado com alguma coisa que pra mim já é aceitável, mas a sua dúvida é a mesma dúvida que eu deixei que a rotina amenizasse. E de aprender contigo que é duro não saber amar, e que eu tenho que valorizar cada dor que o amor me faz sentir, porque então eu amo. Então eu vivo. Eu sinto sua falta. Provavelmente você diria agora que saudade também é uma coisa boa. Eu insistiria que não e nós começaríamos uma discussão. E você, mesmo certo, veria que fiquei aborrecida e me abraçaria, sussurrando um “Me desculpe”. E você, que saboreou cada sentimento tão bem, saberia que eu fiquei feliz. Não pela minha vitória desmerecida, mas pelo seu abraço. Você tinha se tornado tão humano. Fiz um par de asas pra mim, mas não são tão grandes quanto as suas, e, caso você venha, eu serei um anjo também. E então pode me ensinar a voar. Mesmo eu não acreditando que isso seja possível, mas eu acredito em você. Mesmo que você pareça uma criança descobrindo um mundo novo. Eu adoro a cara de bobo que você faz quando os  pingos de chuva batem no seu rosto. Eu gosto de quando você me ensina a viver de novo. Nenhuma lágrima foi derramada, porque você não gosta de me ver chorando, mesmo que eu explique exaustivamente que humanos não choram só quando estão tristes.

Minha janela estará aberta esperando meu querido anjo entrar. E então esse anjo me colocará pra dormir ao som de uma harpa prateada. E então eu estarei segura.
            

Com amor, P.





P.s.: Este texto foi inspirado na frase "Ela acreditava em anjos e, porque acreditava, eles existiam." (A Hora da Estrela - Clarisse Lispector)

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Querido diário gavetesco,

          Tô feliz porque a gente foi liberado mais cedo hoje. E tô infeliz porque tem prova. #pânicogeral

Eu fico indignada com uma coisa dessa, mal acabamos de fazer as provas bimestrais, quando olho já tem a prova do 2º bimestre em cima da cadeira. E colocaram a prova de Matemática e Física no mesmo dia. Valeeeeeeeu tiazinha da coordenação! É dessa motivação que os alunos precisam. Eu sei que vocês passam o dia lixando as unhas e tramando um plano bem maléfico contra mim, eu sei...


Então, vou estudar, estudar, estudar, que nem naquela vez que eu prometi virar uma nerd, mas não deu certo mas... Agora vai!

Falando em escola, minha professora de inglês levou um APITO pra classe! Podia ter sido qualquer coisa, um tambor, uma tuba, uma sanfona, uma caixa de som do tamanho da lousa, mas ela leva um apito... É a sina da minha vida mesmo... Como ela é minha professora, eu só pude praguejar alguma coisa e tapar os ouvidos. Infelizmente eu não sei fazer vudu. 


sábado, maio 08, 2010

Após a morte. #músicadeterrorpradarclima

            Lá estava ela com os cabelos ao vento. O lindo rosto molhado pelas lágrimas iluminado pela luz prateada da lua. Era muito difícil acredita e aceitar era pior ainda. Ela olhava para os olhos dele, enquanto ele falava. Mas as palavras dele não a conformavam. Não. Doíam. Como agulhas, como facadas. Sua voz não era mais a mesma e ela odiava isso, essa tristeza, essa pena... Ela o queria como sempre, mas já não era mais assim, não dava. Ele estava abatido agora, olheiras escuras davam realce a seus olhos castanhos. Um realce que ela não queria.
- Dois meses. Puxa, como eu lamento...
- Não lamente, por mim, não lamente. Quero que seja feliz. Que siga em frente. Você já não sorri mais... Você sempre sorria. Por que não quer sorrir agora?
- Eu não queria, realmente, não me conformo. – seu olhar era vago, triste.
- É tão ruim para você quanto para mim, acredite.
- Eu... Sinto sua falta.
            Oh céus, malditas lágrimas! Transbordavam facilmente de seus olhos e embaraçavam sua visão. Ela o beijou no rosto, ele sentiu um arrepio que o fez estremecer. Gotas de chuva começaram a molhar o buquê de lírios que ele segurava, um lindo buquê envolvido por uma fita de seda rosa. Colocou o buquê carinhosamente sob o túmulo e sorriu. Deu uma última olhada para a lápide.
- Eu te amo. Adeus.
            E então partiu. Ela pegou o buquê e sentou em sua lápide, sua própria lápide de um mármore frio. Sentiu o perfume das flores.
- Minhas preferidas, querido. 

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Querido diário gavetesco,

         Er... Oin. De uns dias pra cá não aconteceram muitas coisas, por isso vou gastar todo o meu estoque de histórias. Claro, exceto por quita-feira que nós (eu e minha fiel escudeira) fomos pra casa da T. praticar o hábito de fazer-nada. Nós almoçamos lá e eu pratiquei minha futura profissão. Fotógrafa. Claro que eu fui praticamente obrigada a tirar fotos, mas tudo bem. Aí nós jogamos um joguinho do "Vídeo Show" muito feliz e eu... Perdi. Vida de loser não é fácil. Mas as circunstâncias remavam contra mim: Mah e a babá da irmã da T. tava botando uma macumba brava pra eu perder, pra mim só vinham perguntas difíceis pra caramba de novelas que eu nunca tinha ouvido falar, acho nem o Google sabia e quando eu acertava, eu via que tinha esquecido de colocar a fichinha e só andava uma casa. Assim não dá! Ok, ok, mas minha vingança será maligna... 

"O mundo dá voltas..."
Marina sobre vingaças maléficas

O clima dessa cidade é mais doido do que eu pensava. Hoje já tá todo mundo de casaco e ontem fazia um calor insuportável.Ou seja "ÃHN?". E o pior é ter que achar um presente realmente especial pra minha mãe. Bem que podiam destribuir manuais de graça com dicas né?! ._.

Bom, como ontem eu recebi minha sentença (os professores chamam de boletim), e não fui tão ruim assim, eu ainda estou viva. Ainda. Mas vou ter que estudar mais, e parar de comparar meu professor com o Nhonho do Chaves pra prestar mais atenção.  

P.s.: Mas ele parece MESMO o Nhonho. u.u

E obrigadããããããão a Marcella que me indicou um selo que eu não-consegui-achar-porque-eu-sou-tapada, mas se ela disse tá valendo.

Er... Eu quero ser fotógrafa mesmo Fran.

Beijo pras mamães dos leitores e claro, pros leitores :D



Sim, na minha casa, o tédio predomina...

terça-feira, maio 04, 2010

Romance assombrado.


- Alícia, rápido! – Carly gritava enquanto a criatura a fazia sangrar, mas meu cérebro não correspondia, não, ele não queria corresponder.
Olhei para os olhos verdes, ah! Aqueles olhos, aquele rosto... Sim Mayke, você ainda me faz suspirar. Mas então... Por que tudo teve de chegar a esse ponto? Porque não me convidou para o baile de formatura antes? Não teria sido melhor? Não chegaríamos a essa situação, não, estaríamos felizes. Você e essa sua mania de fazer do simples o abstrato...
- Alícia! – olhei para o brilho da chama do isqueiro azul, sua cor preferida lembra? Nunca soube se zumbis tinham sentimentos, eu nunca me importei, mas agora eu me importo. Eu poderia aceitar que ele iria embora? Ou melhor, eu agüentaria? Mas aquele não é o Mayke... Não é o meu Mayke. É só um maldito zumbi. Ah Mayke, olhe só pra você! Você é um monstro agora... Você não podia ter morrido, não devia. Agora eu tenho que caçá-lo, é o meu trabalho, caçar monstros, você me entende não é? Perdoa-me? E eu, me perdôo por acabar com o resto que sobrou do único garoto que amei?
- Oh Alícia, você está com medo? Carly não vai resistir muito tempo sabia? Vai mesmo ser tão egoísta? – ele apertou mais o pescoço da Carly e a fez se contorcer de dor. Mayke, meu Mayke, o que fizeram com você?
- A-Alí... – oh meu Deus, Carly está morrendo!
- Não tem que ser assim Mayke, solte-a! – eu cheirava a desespero e a insegurança, por mais que minha mente me mandasse parecer firme.
- Me perdoe Alícia, me perdoe, mas não tem outro jeito. Eu não sei o que... – as lágrimas transbordavam de seus olhos e escorriam pelo rosto agora inchado, não meu querido, não chore. – E agora tenho que matar, eu não... Eu não faria isso, mas...
- Mayke, por favor.
- Oh Alícia, me perdoe. Você... Tão linda, perdoe-me. Eu te amo. – ele segurou o pescoço da Carly com as duas mãos, ele ia quebrá-la, como um graveto. Sim Mayke, eu te perdôo. Foi aí que a chama pôs um fim, joguei o isqueiro no corpo de Mayke, e também na minha alma. O fogo corrompeu-o por inteiro, rapidamente, mas queimou meu coração devagar. Ah Mayke, você tinha mesmo que morrer? Ele desapareceu quase que instantaneamente, deixando que uma poeira fina me envolvesse. Adeus, meu querido.
Carly caiu fraca, corri e levantei-a.
- Vamos Carly, não vai morrer agora, vai?! – eu a deixaria morrer. Ela abriu os olhos lentamente.
- A-Alícia... Obrigada. Acho que Mayke está em paz agora...
- Eu espero Carly, ele merece. - O meu Mayke merece. – Vamos, vamos para casa.
Dei um último olhar de despedida para a lápide fria de Mayke. Um olhar de despedida, e que queria dizer que tudo ia ficar bem de agora em diante. Sim Mayke, ficará tudo bem. Apertei o pequeno pingente de coração que Mayke tinha me dado antes da formatura. Eu ainda podia ouvi-lo dar uma risada reconfortante.“Eu te amo, minha pequena”. Eu também Mayke. Te amo demais.









P.s.: História feita para o concurso num sei das quantas que eu nem ganhei, Rayssa me ajudou com o final (que eu modifiquei porque eu gosto de mexer nos finais perfeitos que ela faz (6)), a quem eu devo agradecer se tiver muitos comentários ou ficar de mal se ninguém gostar. Mentira amiga -q.

Bom, er... ganhei 3 selinhos da Raymara, porque um eu já tinha e ganhei um da Thaysa e se eu disser muito obrigada vai ser pouco demais pra descrever o tamanho da minha felicidade.

E só pra não deixar passar em branco, hoje nós dançamos Can-can, na sala de aula, com o V., um garoto de mais ou menos 1,70 que parece o Arnold Schwarzenegger (joguei no Google) em massa muscular. Ou seja, foi hilário.

Contra plágio, ok?!

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Contador de folheadas - 01/05/10